O FANTASMA DA INFLAÇÃO
As famílias
dependem da boa vontade dos administradores públicos e das políticas
governamentais, acontece que os cargos em postos sensíveis são ocupados por políticos,
quando deveria ser ocupado por técnicos da própria área. Os trabalhadores estão
desesperançados por terem os seus salários corroídos pela inflação sistemática,
que diminuí o poder de compra e desestabiliza as economias familiares. Dados
divulgados nesta terça-feira, 30, pela Organização
para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostraram que a inflação se fortaleceu no Brasil em março. Segundo a OCDE, os preços ao consumidor brasileiro subiram
6,6% no mês passado, depois de
aumentarem 6,3% em fevereiro.
O
resultado do Brasil se compara ao fortalecimento da inflação na Indonésia, onde a inflação subiu de 5,3% em
fevereiro para 5,9% em março, e com a
África do Sul, que viu a inflação aumentar de 5,9% para 6,0%. Entre outros
grandes países emergentes, na China a
inflação diminuiu de 3,2% para 2,1% e na Rússia recuou de 7,3% para 7,0%. Enquanto isso, a taxa de inflação geral nas economias
desenvolvidas divulgada pela OCDE caiu para 1,6%, o nível mais baixo em
A taxa
anual de inflação foi a mais alta na Turquia,
onde os preços subiram 7,3%, enquanto os preços caíram 0,9% no Japão.
O aumento dos preços das refeições,
do tomate, da batata e da cebola, além das despesas com empregados domésticos,
pesou muito na inflação de 0,51% medida pelo IPCA-15. O indicador reflete a
alta de preços entre a segunda metade de março e a primeira de abril e mostrou
uma taxa de dispersão de 68,22% - ou seja, a inflação é generalizada, embora
ligeiramente menos do que em março (dispersão de 74,25%).
O IPCA-15 atingiu
6,51% nos últimos 12 meses, levemente acima do teto da meta de inflação de 6,5%
e dois pontos de porcentagem acima da meta cheia. Superou as expectativas dos agentes
econômicos e já provocou correções, para maior, nas projeções para o IPCA
mensal.
Os agentes econômicos, em geral,
esperam por um arrefecimento da inflação cadente, mas sem contar com a artilharia pesada da política monetária para barrar os
preços. Nas projeções do último boletim Focus, do Banco Central, a expectativa era de uma inflação de 5,73% neste ano.
A ministra do Planejamento, Miriam
Belchior, descarta a possibilidade de a inflação convergir para o centro da
meta (4,5%) neste ano, mas afirma que o índice de preços "vai ficar dentro
das bandas (2,5% a 6,5%) com certeza". “De qualquer maneira, apesar da
confiança, o governo está atento a qualquer movimento”. A presidente Dilma já
reduziu tarifa de energia, já desonerou a cesta básica.
O IPCA,
indicador oficial da inflação, acumulou alta de 6,59% em março no acumulado de
12 meses. Acima, portanto, do teto de 6,5% estipulado pelo sistema de metas
inflacionárias do governo.
O Banco Central (BC) agiu tarde para
controlar a inflação. A avaliação está em uma reportagem publicada na nova edição da revista britânica The
Economist, a matéria diz que o BC "age tardiamente para trazer os
preços de volta ao controle".
“No Brasil, as piadas foram com o
tomate que ficou muito caro após inundações, secas e o aumento nos custos do
frete”, "Mas os números publicados em 10 de abril mostram que o problema
da inflação vai muito além da salada. Os preços subiram 6,6% durante o ano
passado últimos 12 meses, rompendo a faixa de tolerância da meta do BC", Diante
do cenário, a Economist diz que o aumento do juro anunciado foi
"tardio" e em um momento em que a economia não dá sinais de força. “Menos
empregos estão sendo criados”. um sinal particularmente preocupante dado que
apenas o consumo doméstico manteve o Brasil fora da recessão em 2012".
Para a revista, ainda que tardio, o
aumento do juro "sugere que o BC reconhece que precisa recuperar alguma
credibilidade perdida".
A alta da inflação, que ganhou
visibilidade com a "crise do tomate", levou o Banco Central a
anunciar o primeiro aumento da taxa básica de juros desde julho de 2011. Dinheiro
no Brasil, nos atuais 7,25% ao ano até uma alta de 0,5 pontos porcentual. A
maior parte do mercado, no entanto, espera um aperto menor, com elevação dos
juros para 7,5% ao ano.
As apostas mudaram depois das
declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do presidente do Banco
Central, Alexandre Tombini. Mantega afirmou que o governo vai tomar medidas,
"mesmo que não populares, como o ajuste na taxa de juros", para
combater a inflação. No mesmo dia, Trombini disse que "não há nem haverá
tolerância com a inflação".
A presidente Dilma Rousseff afirmou que "qualquer necessidade de combate à
inflação" poderá ser feita em um nível de juro bem menor do que o já
vivido no Brasil em épocas anteriores. No primeiro ano de seu mandato, os juros
chegaram a 12,5% ao ano. Disse ainda que o governo não negociará com a inflação
e que não haverá "o menor problema em atacá-la sistematicamente".
A alta inflação não é percebida pelos
políticos, nem pelos membros do governo, o motivo é óbvio! Nunca vão ao mercado
ou a feira para fazerem compras, todas as suas despesas são pagas com dinheiro
público, em Brasília, moram em mansões, com todas as regalias, não lhes falta
nada, logico nos pagamos as suas contas. Em detrimento do nosso bem estar, pois
pagamos impostos e não temos os nossos direitos assegurados, mais eles tem,
tudo em demasia, da melhor qualidade.
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