terça-feira, 30 de abril de 2013

O FANTASMA DA INFLAÇÃO ESTÁ VIVO


O FANTASMA DA INFLAÇÃO

As famílias dependem da boa vontade dos administradores públicos e das políticas governamentais, acontece que os cargos em postos sensíveis são ocupados por políticos, quando deveria ser ocupado por técnicos da própria área. Os trabalhadores estão desesperançados por terem os seus salários corroídos pela inflação sistemática, que diminuí o poder de compra e desestabiliza as economias familiares. Dados divulgados nesta terça-feira, 30, pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostraram que a inflação se fortaleceu no Brasil em março. Segundo a OCDE, os preços ao consumidor brasileiro subiram 6,6% no mês passado, depois de aumentarem 6,3% em fevereiro.

O resultado do Brasil se compara ao fortalecimento da inflação na Indonésia, onde a inflação subiu de 5,3% em fevereiro para 5,9% em março, e com a África do Sul, que viu a inflação aumentar de 5,9% para 6,0%. Entre outros grandes países emergentes, na China a inflação diminuiu de 3,2% para 2,1% e na Rússia recuou de 7,3% para 7,0%. Enquanto isso, a taxa de inflação geral nas economias desenvolvidas divulgada pela OCDE caiu para 1,6%, o nível mais baixo em

A taxa anual de inflação foi a mais alta na Turquia, onde os preços subiram 7,3%, enquanto os preços caíram 0,9% no Japão.

O aumento dos preços das refeições, do tomate, da batata e da cebola, além das despesas com empregados domésticos, pesou muito na inflação de 0,51% medida pelo IPCA-15. O indicador reflete a alta de preços entre a segunda metade de março e a primeira de abril e mostrou uma taxa de dispersão de 68,22% - ou seja, a inflação é generalizada, embora ligeiramente menos do que em março (dispersão de 74,25%).

O IPCA-15 atingiu 6,51% nos últimos 12 meses, levemente acima do teto da meta de inflação de 6,5% e dois pontos de porcentagem acima da meta cheia. Superou as expectativas dos agentes econômicos e já provocou correções, para maior, nas projeções para o IPCA mensal.

Os agentes econômicos, em geral, esperam por um arrefecimento da inflação cadente, mas sem contar com a artilharia pesada da política monetária para barrar os preços. Nas projeções do último boletim Focus, do Banco Central, a expectativa era de uma inflação de 5,73% neste ano. 0

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, descarta a possibilidade de a inflação convergir para o centro da meta (4,5%) neste ano, mas afirma que o índice de preços "vai ficar dentro das bandas (2,5% a 6,5%) com certeza". “De qualquer maneira, apesar da confiança, o governo está atento a qualquer movimento”. A presidente Dilma já reduziu tarifa de energia, já desonerou a cesta básica.

 O IPCA, indicador oficial da inflação, acumulou alta de 6,59% em março no acumulado de 12 meses. Acima, portanto, do teto de 6,5% estipulado pelo sistema de metas inflacionárias do governo. 0

O Banco Central (BC) agiu tarde para controlar a inflação. A avaliação está em uma reportagem publicada na nova edição da revista britânica The Economist, a matéria diz que o BC "age tardiamente para trazer os preços de volta ao controle".

“No Brasil, as piadas foram com o tomate que ficou muito caro após inundações, secas e o aumento nos custos do frete”, "Mas os números publicados em 10 de abril mostram que o problema da inflação vai muito além da salada. Os preços subiram 6,6% durante o ano passado últimos 12 meses, rompendo a faixa de tolerância da meta do BC", Diante do cenário, a Economist diz que o aumento do juro anunciado foi "tardio" e em um momento em que a economia não dá sinais de força. “Menos empregos estão sendo criados”. um sinal particularmente preocupante dado que apenas o consumo doméstico manteve o Brasil fora da recessão em 2012".

Para a revista, ainda que tardio, o aumento do juro "sugere que o BC reconhece que precisa recuperar alguma credibilidade perdida". 0

A alta da inflação, que ganhou visibilidade com a "crise do tomate", levou o Banco Central a anunciar o primeiro aumento da taxa básica de juros desde julho de 2011. Dinheiro no Brasil, nos atuais 7,25% ao ano até uma alta de 0,5 pontos porcentual. A maior parte do mercado, no entanto, espera um aperto menor, com elevação dos juros para 7,5% ao ano.

As apostas mudaram depois das declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Mantega afirmou que o governo vai tomar medidas, "mesmo que não populares, como o ajuste na taxa de juros", para combater a inflação. No mesmo dia, Trombini disse que "não há nem haverá tolerância com a inflação".

A presidente Dilma Rousseff afirmou que "qualquer necessidade de combate à inflação" poderá ser feita em um nível de juro bem menor do que o já vivido no Brasil em épocas anteriores. No primeiro ano de seu mandato, os juros chegaram a 12,5% ao ano. Disse ainda que o governo não negociará com a inflação e que não haverá "o menor problema em atacá-la sistematicamente".

A alta inflação não é percebida pelos políticos, nem pelos membros do governo, o motivo é óbvio! Nunca vão ao mercado ou a feira para fazerem compras, todas as suas despesas são pagas com dinheiro público, em Brasília, moram em mansões, com todas as regalias, não lhes falta nada, logico nos pagamos as suas contas. Em detrimento do nosso bem estar, pois pagamos impostos e não temos os nossos direitos assegurados, mais eles tem, tudo em demasia, da melhor qualidade.

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